|
|
|
 |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
VIAGEM AO CHILE – 04/04/2003
a 12/04/2003 |
|
| |
|
|
| |
Integrantes do grupo:
Jorge Ducati, Paulo Roberto Mazeron, Carla Porto, Antonio
Wanderley Caetano (integrantes da SBAV - grupo 5ªs
feiras), Carlos Carpena (integrante da SBAV – grupo
3ªs feiras), Valéria Gutjahr (integrante
da SBAV – grupo 2ªs feiras), Luciano Spader, Renato
R. Henriques, Luiz H. Schmitt, Reomar Frank, Wadis Santarosa,
Niels Bosner, Julio César D’Agostini, Paulo Geremia,
Vitor Augusto Gomes e Nilo Lemos.
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
07.04.2003 |
|
| |
VIÑA ALMAVIVA
Oriunda de uma joint venture
entre a vinícola francesa Baron Phillippe de Rotschild
S.A e a chilena Concha y Toro S.A., em janeiro de 1997,
com o objetivo de produzir um vinho equivalente a um Bordeaux
“Grand Cru Classé”, tendo sido adotados, para tanto,
os mesmos métodos de produção dos
vinhos finos franceses. O lançamento do primeiro
vinho Almaviva foi em 1998 – safra 1996 – inaugurando,
no Chile, a categoria Primer Orden, (equivalente à
categoria francesa “Grand Cru Classe”).
As uvas utilizadas na fabricação do vinho
Almaviva advêm de plantas com mais de vinte e cinco
anos de idade e que se encontram em um setor denominado
Puente Alto.
A colheita é cem por cento manual e as cepas utilizadas
na fabricação do Almaviva são Cabernet
Sauvignon, Carmenère e Cabernet Franc, sendo que
o percentual de cada uma delas varia conforme a safra,
adiantando-se, todavia, que com relação
a esta última, o percentual varia entre 2 e 4%.
A vinificação de cada cepa é feita
em separado e posteriormente os enólogos fazem
a assemblage.
Não obstante o predomínio ser de cabernet
sauvignon, explica-se a considerável presença
da cepa Carmenère por ter ela o atributo de acelerar
o processo de evolução do vinho.
O processo de engarrafamento é de três mil
garrafas por hora.
O mercado consumidor deste vinho é concentrado
na Europa, para aonde vai 85% da produção.
Uma interessante curiosidade quanto à distribuição
deste vinho consiste no fato de ele ser o primeiro vinho
“não Bordeaux” vendido por um seleto grupo de négociants
franceses.
O Almaviva oferecido pela Viña para degustação
na visita foi da safra 2002 e que ainda não se
encontra no mercado. Composição: 69% Cabernet
Sauvignon, 27% Carmenère e 4% Cabernet Franc.
Posteriormente foi realizada uma degustação
do vinho “Epu” dos mil, que significa, em mapuche, segundo
vinho (da Casa). Este vinho não é comercializado
fora da Viña e é fabricado com uvas oriundas
do mesmo vinhedo de Puente Alto e do qual se faz o Almaviva,
sendo apenas o setor (quartel) separado; todavia, o processo
de vinificação é exatamente o mesmo.
O nome Almaviva é uma homenagem ao Conde de Almaviva,
personagem de uma obra que posteriormente foi transformada
na ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart,
e as figuras constantes no rótulo são figuras
que os índios mapuches faziam com suco de uva e
sangue de pollo.
Finalmente, cabe registrar que o grupo fez a inauguração
da “sala de vendas” da vinícola, a qual expediu
as primeiras notas fiscais para as compras realizadas
por integrantes do mesmo!
VIÑA CONCHA Y TORO
Vinícola de maior tradição chilena
e que levou o Chile a ser conhecido mundialmente por seus
vinhos.
Fundada em 1883 por Don Melchor Concha y Toro, o Marquês
de Casa Concha perante a Coroa Espanhola, que decidiu
explorar o potencial vitivinícola do Vale do Rio
Maipo. A partir do plantio de cepas francesas, trazidas
da região de Bordeaux, contratou o reconhecido
enólogo francês Monsieur Labouchere e iniciou
o processo de elaboração dos seus vinhos.
Em 1933 iniciou a venda de suas ações na
Bolsa de Valores de Santiago bem como seu processo de
exportação, cujo primeiro lote foi para
Rotterdam, na Holanda. A consagração da
conquista do mercado mundial se deu a partir de 1957,
com a vinda de Don Eduardo Guilisasti Tagle para a presidência
da companhia, o qual adquiriu novos vinhedos, iniciou
o desenvolvimento de novos produtos, adequou a política
da empresa aos padrões mundiais de qualidade e
foi o responsável, juntamente com o Barão
Phillippine de Rotschild., pela joint venture que originou
a Viña Almaviva.
A Viña Concha y Toro responde por 20% da exportação
do Chile, seguida pelas Viñas São Pedro,
Santa Rita, Veramonte etc.
Os vinhos oferecidos para a degustação
pelos membros do grupo foram Trio Sauvignon Blanc 2002,
Terrunyo 2001, Trio Chardonnay 2002, Marques Chardonnay
2002, Terrunyo Chardonnay 2001, Trio Gewurstraminer 2002,
Trio Merlot 2001, Marques Merlot 2001, Terrunyo Carmenère
2001, Trio Cabernet Sauvignon 2001, Marques Cabernet Sauvignon
2001 e Terrunyo Cabernet Sauvignon 2000.
VIÑA EL PRINCIPAL
Vinícola cujos vinhedos ficam situados em uma
altitude de 750 metros acima do nível do mar. Pequena
bodega com 54 hectares de produção e oriunda
da sociedade entre uma família francesa e outra
chilena.
Produz apenas dois vinhos, resultantes da assemblage
das cepas Cabernet Sauvignon, Carmenère, Merlot
e Cabernet Franc e que se denominam “El Principal” e “Memórias”.
A colheita - iniciada a partir de 15 de abril de cada
ano - e a seleção das uvas é realizada
manualmente, a maceração é fria (15º
C) e a fermentação realizada a uma temperatura
de 28º C, o que leva à maturação
lenta dos taninos.
As plantas mais antigas têm dez anos e a produção
é de dez a doze mil caixas por safra.
As barricas utilizadas são de encina francesa
e utilizadas por um ano e meio, sendo, posteriormente,
vendidas a outras vinícolas.
O enólogo da vinícola é o francês
Patrick Vallete.
A degustação, gentilmente conduzida por
um dos proprietários da vinícola, Sr. Jorge
Fontaine Aldunate, foi excepcional e envolveu os vinhos:
- Memórias - safra 2000 – 70% cabernet sauvignon
e 30% carmenère (16 meses em carvalho francês);
- Memórias - safra 2001 – teor alcoólico
14,6% - 50% cabernet sauvignon e 50% carmenère;
- El Principal – safra 1999 – teor alcoólico 13,5%
- 85% cabernet sauvignon, 8% carmenère e 7% merlot;
- El Principal – safra 2000 – teor alcoólico 14,5%
- 100% cabernet sauvignon
- El Principal – safra 2001 – teor alcoólico 14,6%
- 60% cabernet sauvignon e 40% carmenère. |
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
08.04.2003 |
|
| |
VIÑA CARMEN
A produção em vinhedos
próprios compreende 95% das uvas utilizadas sendo
o restante adquirido de outros produtores, cujas plantações
são supervisionadas por engenheiros agrônomos
pertencentes aos quadros de engenheiros da vinícola.
A quantidade de uvas colhidas é de 5.000.000 kg/ano.
Cepas cultivadas: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Gewurstraminner,
Semmilion, Cabernet Sauvignon, Carmenère, Syrah,
Merlot, Cabernet Franc, Verdot, Petit Verdot e Pinot Noir.
A maceração é realizada em temperaturas
mais baixas para dar mais cor e aroma aos vinhos sendo
que no momento da fermentação a temperatura
é verificada quatro vezes ao dia.
Utilizam-se de barricas de carvalho americano e francês,
sendo 75% deste e 25% daquele, durante um período
máximo de três anos.
Possuem uma linha orgânica de Chardonnay e Cabernet
Sauvignon, a qual exige o cumprimento de regras rígidas
de produção e vinificação,
sendo considerada a vinícola que produz o “melhor
orgânico do Chile”.
A degustação foi conduzida por uma das
enólogas da vinícola e os vinhos degustados
foram Carmen Reserve Sauvignon Blanc 2002, Carmen Reserve
Chardonnay 2002, Carmen Reserve Cabernet Sauvignon 2001,
Carmen Winemaker’s Reserve Red 1999.
VIÑA MORANDÉ
Moderna vinícola chilena que iniciou suas atividades
em 1997. Situada em Pelequén, localidade que fica
a 122 km ao sul de Santiago, possui vinhedos nos Vales
de Casablanca, Maipo e Rapel, no Chile, e em Mendonza,
na Argentina, aonde está começando a construir
uma adega de igual tamanho e tecnologia.
Os principais mercados importadores de seus vinhos são
Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha.
Tem capacidade para a produção de onze
milhões de litros – oriundas das 400.000 caixas
de uvas colhidas - e engarrafar 6.000 garrafas/hora, sendo
a produção de 70% de vinhos tintos e 30%
de vinhos brancos. As cepas cultivadas são Cabernet
Sauvignon, Merlot, Carmenère, Pinot Noir, Sauvignon
Blanc, Chardonnay, Semmilion e algumas denominadas pela
vinícola de “espécies desconhecidas” e que
dão origem à linha “Morandé Aventura”.
São elas: Carignan, Cesar, Cinsault e Malbec.
Um dos seus sócios é o exímio enólogo
chileno Pablo Morandé, conhecido como o “descobridor
do Vale de Casablanca”. Lá plantou seu primeiro
vinhedo, em 1982.
Na apresentação de seus vinhos realizada
na degustação dirigida ficou evidente uma
das características mais notáveis de Pablo
Morandé: a busca da completude do vinho. Para tanto,
não mede esforços ao realizar inúmeras
experiências com mesclagem de cepas, de forma a
apresentar, ao final, aquela que lhe parece a mais perfeita
em todos os sentidos: percepção visual,
nariz e boca.
Entre os vinhos oferecidos na degustação,
o destaque foi o “House of Morandé” – safra 2000
– 92% Cabernet Sauvignon e 8% Merlot, que descansa de
19 a 20 meses em barrica de carvalho francês.
|
|
| |
|
|
| |
09.04.2003 |
|
| |
VIÑA CASA SILVA
O cultivo dos vinhedos ao
redor de San Fernando e Angostura iniciou-se no século
passado, por Don Emilio Bouchon Poitevin, tendo sido parte
deles adquiridos, há vinte e cinco anos, por Don
Mario Silva Cifuentes, que começou o processo modernizador
da vinícola e que trabalha, atualmente, junto com
seus filhos, na produção e comercialização
de seus vinhos.
Até 1996 vendiam sua produção de
vinhos para outras vinícolas, iniciando, a partir
de então, a engarrafar e a vender com rótulo
próprio.
O encontro casual com um dos melhores enólogos
do Chile e atual da Casa Silva - Sr. Mario Geisse -, em
um momento da visita, possibilitou ao grupo uma das maiores
aulas sobre viticultura da viagem. Este o levou ao que
considera o vinhedo “mais bonito do Chile” (Los Lingues),
dando explicações sobre o clima, solo, variações
térmicas, como saber se a uva se encontra no momento
exato da colheita e, principalmente, como se faz para
diferenciar a cepa Carmenère da Merlot. Segundo
ele, a diferenciação se dá pela folha:
a da Carmenère, quando passa do tempo da colheita,
fica marron e a Merlot, amarela; a da Carmenère
tem a ponta branca e a Merlot, vermelha.
Das explicações dadas, outra merece destaque:
a de que aquele vinhedo – Los Lingues -, localizado no
famoso “Valle de Rapel”, recebe influência da Cordilheira
dos Andes. Esta influência é importante porque
propicia, naquele local, a formação de túneis
de vento (diariamente das 12:00 às 14:00 horas)
o que fornece às plantas uma maior homogeneidade
na fruta, já que os microclimas dos cachos tornam-se
similares.
Após conhecer as instalações da
bodega e assistir a um rápido filme sobre a vinícola,
o grupo partiu para a degustação dos vinhos,
dirigida pelo próprio Mario Geisse, passando, então,
para as compras, nas quais foi adquirido, em conjunto,
uma garrafa do vinho Altura – safra 2000, que foi degustado
à noite, no hotel em Santa Cruz.
VIÑA CASA LAPOSTOLLE
Criada em 1994 pelas famílias Marnier Lapostolle,
da França e Rabat, do Chile.
Cepas cultivadas: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Merlot,
Carmenère, Cabernet Sauvignon e Syrah.
A colheita é 100% manual.
O destaque da Casa é o vinho Clos Apalta, oriundo
de plantas com sessenta anos de idade e cultivadas na
região de Apalta, na localidade de Colchagua, Vale
de Rapel. Sua primeira edição foi em 1999,
produto da mesclagem das cepas Carmenère (35%),
Merlot (30%), Cabernet Sauvignon (22%) e Malbec (13%).
É um vinho não filtrado e que passa 18 meses
em barrica de carvalho francês. Permanece, durante
a fermentação e maturação,
por trinta dias em barricas de carvalho francês
de 7.000 litros, que são usadas apenas para isso.
Os vinhos degustados foram Sauvignon Blanc 2002 (linha
clássica – 80% Sauvignon Blanc e 20% Semillion),
Cabernet Sauvignon 2001 (linha clássica) e Cabernet
Sauvignon Cuvée Alexandre 1999.
10.04.2003
VIÑA VIU MANENT
A visita iniciou, às 10:00 h, com uma bela degustação
de vinhos, conduzida pelo enólogo Juan Pablo Lecaros
e que contou com a presença da gerente de exportação
para a América Latina Sandra Polanco, a grande
responsável pela organização das
visitas do grupo às vinícolas. Os vinhos
oferecidos foram: Sauvignon Blanc Reserva 2002, Chardonnay
Reserva 2001, Cabernet Sauvignon Reserva 2000, Merlot
Reserva 2001, Malbec Reserva 2001, Malbec Special Selection
1999 e terminou esta primeira etapa com o grande Viu 1
1999. Partiu-se, então, para uma degustação
vertical de Cabernet Sauvignon, tendo sido oferecidos
os vinhos das safras 1996, 1997, 1998, 1999 e 2001.
Posteriormente, o grupo foi conduzido para o Viñedo
El Olivar, a mais recente aquisição da Viu
Manent e que fica localizado ao norte de Colchagua, em
um setor montanhoso e com boas condições
de clima e solo (para o plantio de uvas).
O objetivo da Vinícola em relação
à nova propriedade, segundo explicou José
Miguel Viu Bottini, diretor da empresa, é utilizar
o projeto que nela fizeram com toda a tecnologia disponível.
Diversos estudos em relação às características
físicas do solo foram realizados, analisando-se
sua textura, composição, umidade, capacidade
de reter umidade, profundidade etc. A partir de então,
verificaram quais as cepas que melhor se adaptariam naquele
local e iniciaram o seu cultivo. Atualmente, conta com
plantações das varietais Cabernet Sauvignon,
Cabernet Franc, Syrah, Merlot e Malbec.
Além das plantações, interessantes
“habitantes” são encontrados nesta propriedade:
trata-se de animais como alpacas e ovelhas, que ajudam
no controle natural das “ervas daninhas”!
Ao meio-dia foi oferecido ao grupo um saborosíssimo
almoço no próprio Viñedo El Olivar
e à noite, após um passeio pela área
de produção da vinícola e a degustação
do Viu 1 2000 (ainda não engarrafado!) um jantar
inesquecível na Llaveria, com a presença
dos ilustres José Miguel, Sandra, Daniella, Juan
Pablo e do enólogo neozeolandês (cujo nome
não lembro), mais novo integrante da equipe da
vinícola. |
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
11.04.2003 |
|
| |
VIÑA MONTES
Belíssimo vinhedo localizado em Apalta.
O grupo foi recebido pela Gerente de Exportação,
Sra. Sonia Montanares L., a qual explanou sobre a história
e os objetivos da empresa. Entre estes, destacou o projeto
de trazer a vinificação dos vinhos, ainda
neste ano de 2003, de Curicó – Vale em que possuem
parte de sua produção - para Apalta.
A meta inicial da empresa era alcançar uma produção
de 5.000 caixas para os primeiros cinco anos, tendo atingido
esta marca já no segundo ano de funcionamento.
Atualmente, encontra-se em torno de 50.000 caixas/ano,
sendo sua exportação realizada para 63 países.
Subindo até o alto da propriedade foi possível
observar o vinhedo “la Finca de Apalta”, no qual se encontra
plantada a cepa Syrah. Este vinhedo encontra-se em uma
ladeira de 45° e num terreno antes completamente rochoso,
que exigiu grande preparo para receber as plantas. É
lá que se origina outro grande ultra premium da
Vinícola: o grande Folly Syrah, cuja primeira edição
foi lançada recentemente e a produção
limitada a meras 9.000 garrafas. A safra é 2000
e o teor alcoólico, 14,9%.
“Folly”, em inglês, significa “loucura”, e esta
é a mais nova da Viña!!!!
A produção tem se estendido, inclusive,
para a Argentina, aonde se dedicam, na região de
Mendoza, ao cultivo de Cabernet Sauvignon e Malbec, devendo,
no próximo ano, já estar no mercado os vinhos
Montes lá produzidos.
A degustação foi iniciada com o vinho Montes
Limited Selection (70% Cabernet Sauvignon e 30% Carmenère)
2001, seguindo com o Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2001,
Montes Alpha Syrah 2001 e finalizando com o Late Harvest
2000, um belo corte das uvas Riesling (50%) e Gewürztraminer,
cuja colheita é feita em junho quando estas já
se encontram com 70% de “botrytis”.
Valéria Gutjahr |
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|